O filme conta a
história de um menino que foi encontrado como um selvagem. Ele estava sujo, não
falava, não ouvia, andava como um animal e agia como um bicho. Esse menino de
acordo com as hipóteses dos que o observaram e tentaram encontrar uma solução
para ele, foi abandonado na mata quando tinha cerca de uns dois anos, ainda
muito novo para manter comunicação, além disso, foi ferido profundamente na
garganta, mesmo assim sobreviveu e adaptou-se na mata vivendo como um animal.
O menino foi motivo de
grande atração, a notícia se espalhou e todos queriam ver o garoto selvagem. De
acordo com aquela época as crianças especiais eram vistas como diferentes das
outras e eram mandadas para escolas especiais de acordo com a sua deficiência
mais marcante, independente de a criança necessitar de outra escola por ter
outras necessidades mais urgentes. Vigotsky se opunha a isso para ele o
desenvolvimento da criança especial é semelhante com o da criança considerada
normal e que ambos tinham que ter uma educação na mesma escola, ou seja, a
criança especial se desenvolveria melhor e conseguiria mais habilidades estando
em escolas regulares com uma educação inclusiva do que estudando em escolas
especiais. E Foi o que eu percebi no filme, pois o menino foi mandado para uma
escola de surdos e mudos, mas não se adaptou porque sua real necessidade era
outra. O menino precisava que fosse trabalhado o seu cognitivo, para que
pudesse se desenvolver e adaptar-se a sociedade. Então o professor Jean Itard se interessa pelo menino,
que é levado a Paris para determinar seu grau de inteligência e ver como se
comporta a mentalidade de um menino que desde cedo foi privado da educação, por
não conviver com ninguém da espécie. Itard começa a educá-lo. Todos pensam que
ele vai fracassar, mas com amor e paciência aos poucos obtém resultados.
O menino que chamaram
de Victor, por mostrar que gostou desse nome, depois que sai da escola de
surdos e mudos para ser educado pelo professor Itard e sua empregada, mostra
desenvolvimento cognitivo semelhante com um de uma criança normal. É incrível o
desenvolvimento do menino se compararmos o que ele era no início quando foi
encontrado como um bicho e o que ele se tornou no final. O menino mostrava
inteligência, progredia cada vez mais, entretanto não demonstrava interesse
pelo estudo, ficava cansado com o exagerado estudo do professor que queria que
o menino soubesse falar e escrever, mas o menino nunca aprendeu a falar e
chegou a aprender apenas poucas palavras.
Por não gostar do
estudo do professor, o menino fugiu, tentou voltar a vida anterior de garoto
selvagem, mas não se adaptou, agora o menino nem era como antes “selvagem” nem
era totalmente como os outros devido ao seu passado. Por isso, o menino voltou
para o convívio da casa do professor Itard e da empregada.
Depois de assistir o
filme cheguei à conclusão que o menino adaptou-se a sociedade, mesmo tendo suas
limitações. Além disso, o menino não gostava de estudar, mesmo assim aprendeu
muitas coisas e tinha maior afeição pela empregada já que ela dava mais carinho
e não dava estudo como o professor Itard.
O que Vigotsky
enfatizava que o desenvolvimento das crianças especiais era semelhante com o
das crianças normais percebe-se no filme, pois o desenvolvimento do menino foi
tão intenso que ele no início parecia ter deficiência intelectual e no final
ficou como se tivesse apenas deficiência na fala, pois ele ouvia muito bem.
Como nessa época não havia aparelhos eficientes para examinar a garganta do
menino que levou um corte profundo quando ele era mais novo, não tem como saber
se sua deficiência na voz era por causa do ferimento ou por outro motivo.
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